Raiva

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Nestes nossos tempos de Fla x Flu nas redes sociais, ataques terroristas e golpes de estado, resultando em tantas mortes e uma opinião polarizada sobre como tratar ameaças, é possível notar como a raiva permeia nossa realidade.

O que é a raiva? E o principal, como lidar com ela?

O lance da raiva é que ela nos faz pessoas turbulentas. Ela, como qualquer outro sentimento, pode nos tomar, fazendo com que nos intensifiquemos com ela e reagindo dentro de seu ser. Ou seja, agir com raiva. Fazer por impulso e de forma a se machucar e machucar outras pessoas.

raiva pode ser uma grande game de sentimentos de aversão: ódio, violência, má vontade, animosidade, irritação, incômodo, medo e de formas mais sutis, máscara da tristeza. Assim, essa raiva que se desperta dentro de nós quando discutimos, passamos por momentos desagradáveis, discordamos ou até quando estamos tristes e queremos nos isolar de outras pessoas. Ela também pode ser fruto de pensamentos: ao lembrar de algo que nos aconteceu e não foi agradável, pode despertar a raiva; ainda, quando pensamos em algo que ainda não aconteceu, mas que imaginamos ser desfavorável, já sentimos aversão ou raiva. O pior disso: deixamos que a raiva nos tome. E os resultados disso são sempre sofrimento e dor. Sofrimento nosso, pois ficamos presos em um estado de peso e descontentamento. De falta de paz. De dor, porque não nos percebemos capazes de lidar com esse sofrimento.

Então, como lidar com a raiva e sua aversão? Talvez a primeira coisa seja: ter atenção e perceber quando esses sentimentos aparecem. Quando percebemos que ela está presente não agir com aversão, ou seja, fugindo dela ou fingindo que ela não existe. O sentimento que é escondido tende a embolorar dentro de nós, tornando-se um monstro ainda maior.

A melhor tentativa, embora não seja a mais fácil, mas é a mais simples é notar a raiva até que ela suma. Sinta e note mentalmente: raiva, raiva. Dê atenção até que se dissipe, como uma nuvem no céu. Fazer isso parece ótimo, mas exige prática e boa vontade em fazer.

Ainda é preciso pensar, quando nota-se que o estado de raiva está presente: que bem virá de manter-se neste estado? O que eu realmente desejo: estar certa ou ser feliz?

Evidentemente, existem momentos da vida nos quais vemos coisas erradas acontecendo e isso pode despertar a raiva. O ponto é que ela é impessoal e não está ali para te incomodar. Ela incomoda porque deixamos. A raiva existe. Como a alegria, a paz, a tristeza. E, se nos deixamos tomar, se nos identificamos com ela, ela se torna parte do nosso ego e fica, cada vez mais, presente em nossos pensamentos. Enraiveceremos com mais e mais facilidade. E queremos ser raivosos? Ou tristes? No entanto, a clareza nos ajuda a pensar e agir: vemos algo errado? O que podemos fazer para lidar com isso? Como acertar o mal feito? O fato é que agir com raiva fará mais mal do que bem. Pense nisso!

Lidar com a raiva realmente é muito desafiador, porque em nossa cultura, temos uma busca premente pelos sentimentos de prazer e alegria. No entanto, tanto o que é bom quanto o que é ruim, chegam e vão embora, fazendo com que tudo mude. O tempo todo. E o movimento da raiva geralmente desperta respostas muito imediatas de nós, em nossas tentativas de afasta-la. No entanto, prender-se a este estado apenas o alimenta, fazendo de nós pessoas mais raivosas e com menos paz. E é na paz, seja em momentos bons ou ruins, que faz com que passemos pela vida de forma significativa.

Como você lida com a raiva quando ela aparece?

Pietra

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