Mindfulness, muito prazer

IMG_0355A vida minimalista tem vários efeitos. Uma delas é que, com tempo para cultivar o que é importante na vida, ela faz com essa atenção que temos para as coisas que temos seja muito maior. Você se torna mais crítica em relação ao mundo ao seu redor: isso vale a pena? Vou por isso na minha vida? Tenho como lidar com esse compromisso? Por que vou gastar meu dinheiro aqui? Estou comendo de forma a nutrir o meu corpo? E longas listas de perguntas. Ou seja, não é uma coisa fácil, mas é uma coisa simples: levar o dia tomando decisões que realmente importam.

E com isso, encontrei a mindful meditation e o mindfulness. E o que isso tudo significa?

Mindful Meditation é um tipo de meditação que se faz, poucos minutos por dia, mas que ajuda a sua mente a focar-se no que é necessário – quando necessário. Fazemos um pequeno treino da mente para que ela esteja focada quando necessário e que vague quando possível. Ainda, é uma forma de nos colocarmos presentes no agora, com atenção no que está acontecendo e não fazendo mil cálculos do que pode ou não ser da vida daqui há 30 minutos ou 30 anos. E estar presente, ajuda em uma outra coisa muito importante: single task ou “fazer uma coisa por vez”. Infelizmente, acreditamos que seja vital sermos capazes de fazer mil coisas ao mesmo tempo e isso só estressa. Estar presente e fazer uma coisa por vez, bem feita, com atenção, gera resultados muito melhores.

Estar presente é dar sua atenção completa ao que está acontecendo sem deixar a mente sair passeando por aí. 

Mindfulness é uma atitude. Uma de realmente prestar atenção e ser cuidadosa com o entorno. É o que, em Educação, chamamos de ser um cidadão crítico e reflexivo. Trata-se da competência de, além de estar presente, observar a realidade para tomar uma atitude informada, coerente e ética sobre ela. Assim, quando exercitamos mindfulness ficamos menos propensas a cair em imediatismos ou responder a algo por impulso, hábito ou conveniência.

É um trabalho tremendo. Pode ser bem cansativo no começo. No entanto, com o tempo, nossa atenção passa a recair sobre o que realmente precisa dela, deixando de lado as urgências que já sabemos não serem tão urgentes assim.

Juntando isso tudo com o minimalismo, as coisas, os objetos precisam de muito menos atenção do que as nossas relações, nossa missão, nosso trabalho. E mesmo nessas áreas, nos tornamos capazes de fazer escolhas melhores e mais conscientes.

Assim, quando um pensamento não agradável chegar a sua mente, tente olhar para ele como alguém que observa o trânsito. Pode parecer caótico, mas, se nos deixarmos envolver, o nível de estresse sobe e a mente fica “apertada”. Observando como uma pessoa de fora, sem julgamentos, mas buscando uma solução para o pensamento ou sentimento, somos capazes de tomar atitudes melhores que beneficiam não somente a nós, mas melhoram ainda a comunidade na qual estamos inseridos.

Brevemente, escreverei um pouco mais sobre mindfulness em diversos momentos da vida… mesmo aqueles que apresentam perrengues.

Pietra

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