Inteira

Já comentei que a ideia de simplicidade e intenção na vida não são fáceis? Acho que nas últimas postagens isso tudo tem ficado claro. Como tem ficado para mim no dia a dia. Quero dizer, sempre meio que foi, mas era uma coisa apenas do meu trabalho: eu sempre dizia a outras professoras que se sabemos o que estamos fazendo, não tem historieta alheia que interfira. 

Oras bolas, se é tão certo assim, por que não para toda a vida – afinal de contas, ela não é só trabalho… Aliás, isso deveria ser apenas uma pequena parte dela. 

Muito bem. Ser intencional e ter intencionalidade com as coisas, com a vida é um trabalho brutal. Facilita. Simplifica. No entanto, exige uma clareza mental imensa. 

Isso tudo quer dizer que precisamos saber o que estamos fazendo e, principalmente, o por quê. 

Começar não é difícil, mas pede uma auto-análise. Quem você é? Quais são seus princípios, ou seja, onde quer chegar? Quais são suas crenças, ou seja, quais são os caminhos para chegar? Em cima de tudo isso, coisas começam e param de fazer sentido. 

Assim, nunca deixe de se perguntar: por que estou fazendo isto? Vai de encontro com meus valores, meus princípios? 

E vale para tudo: da comida que se come, aos livros que se lê… Ressona em personagens que encontramos em histórias. Já me encontrei nos livros de José Saramago tantas vezes… A mulher do médico, Blimunda, Maria Madalena. Percebi o sentido de futuro de Willian Stoner. Vivo com meus ideias espirituais como Shadow, em Deuses Americanos. 

Hoje, encontrei Ricardo Reis nometrô. Mexeu comigo. Ser inteira é compreender o sentido do que está fazendo ou pensando. Todos os passos ganham, de fato, a sua pegada. Pode ser que isso não mude em nada o mundo à nossa volta. Mas, muda o mundo à nossa volta. 


Ser inteira e intencional é encontrar a sua medida no mundo. Isso, claro, passa por testes e ajustes… Afinal é uma construção para sermos o nosso melhor. Todos os dias. Não ser perfeita. Mas, a melhor possível. 

Nada na vida é perene. Nós não somos. Mas, porque não perceber e atuar no nosso mundinho com as mãos mais significativas? Dar valor ao que realmente é importante? 

Tem tanta gente no mundo. Atuar entre tantas outras pessoas não nos faz especiais. Mas e daí? Eu quero ser autêntica. O resto, vem por consequência. 

Pietra 

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