E 2015, hein gente?

Chegam estes 10 últimos dias do ano e a gente começa a fazer alguns balanços da vida, certo?

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Já vi alguns escritos por aí, de pessoas que estão desapontadas com 2015 de um jeito que ou ele há se sentir rejeitado ou ainda guarda o susto final antes dos créditos do filme (ano)…

De uma certa forma, 2015 vai ser sim um ano memorável, para mim pelo menos. Parece que tudo que se viveu em 365 dias – e ainda não teve o episódio final – caberia num box com 10 blu-rays e comentários do diretor.  Mas, de qualquer forma, talvez a coisa aconteça por aí mesmo. Muitos anos dentro de um que, convencionalmente, chamamos de ano.

As épocas passam e precisamos de alguns marcos para ajudarem as pessoas a fazer planos… são nossos anos, aniversários e coisas assim. As estações do ano… o ano letivo – no meu caso. Cada parte de “tempo” tem suas especificidades e, mais que isso, elas passam. Elas se seguem.

Querer fazer um “espaço” cronológico é quase uma loucura. Não acho que é possível fazer a coisa funcionar como aquelas linhas que nos apresentam em livros de História, por exemplo. O TEMPO é uma cadeia, uma espiral. E quantas vezes não nos vimos voltando a determinados pontos. Começar da estaca zero? E isso não foi privilégio de 2015.

Aliás, em uma nota bem pessoal, prefiro 10 2015s a meio 2012.

Sinceramente, acho que não precisamos esperar o dia 31/12 ou 01/01 para fazer planos ou resoluções. Primeiro, porque sabemos que esses falham ou furam. Segundo, porque é uma tremenda ilusão achar que as doze badaladas do relógio vai, magicamente, resolver nossos problemas… ou nos motivar… ou qualquer coisa que o valha.

Claro que eu sei que agora é um momento, um tempo, no qual as pessoas tendem a ficar mais afastadas, tiram pequenos recessos, fazem seus balanços e a coisa toda. Porém, isso tudo é uma formalidade.

Assim, recomendo que, não dependendo do funcionamento de dias úteis, faça suas resoluções agora e as coloque em curso. Caso contrário, vai ser como esperar aquela segunda-feira que nunca chega para começar a academia.

Nem sempre acontecimentos favoráveis estão em nossos caminhos. Eu não consigo me lembrar de um ano que não aconteceram coisas melhores ou piores. Eu me recordo, sim, de tempos que eu consegui lidar melhor ou pior com as coisas.

2016 vai ser melhor? Tomara. Quem sabe não consigamos fazer o nosso tempo valer um pouco mais? Talvez tenhamos chance, depois dessa temporada maluca de 2015, de observar nossos passos, fazer uma avaliação do caminho e seguir com um pouco mais de leveza.

A chuva vai continuar caindo. Pode ser que sejamos mandados embora do emprego. Que alguém que amamos parta. Pode ser também, que sejamos promovidos, que um estado de saúde melhore sensivelmente. Que o amor se mude para sua casa de mala e cuia.

2016 vai ser a continuação de um caminho. Aquele que os primeiros que foram dados no seu primeiro suspiro. Pode ser sim que umas partes da estrada tenham mais flores, e outros, sejam de cascalho e lama. Mas, não precisamos de tudo isso para construir um repertório de vivências? Disso nasce a sabedoria… e pode ser que esse seja o verdadeiro curso da vida. Ganhar conhecimento para lidar melhor com o caminho do TEMPO. 

É como atirar uma pedra num lago profundo: Plaft! Um barulho enorme ecoa ao redor… Agora, só nos resta aguardar e observar atentamente o que vai sair de dentro do lago

– Haruki Murakami, 1q84, livro 1

Pietra

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