Inferno astral

Olá, setembro! Mês do meu aniversário, muito querido. Adoro setembro e tudo que ele representa. Talvez, para mim, seja o melhor mês do ano =)

  
Como meu aniversário é apenas no final do mês, eu vou vivendo setembro na toada do famoso “inferno astral”. Ele pouco pode ter de inferno, na conotação literal ou bíblica da coisa, mas é um tempo de reflexão e de sebo nas canelas.

O tempo que temos antes do nosso aniversário é aquele que serve de balanço para tudo que aconteceu. Seja no ano corrente, seja na vida em geral. É quando passamos momentos revendo filmes em nossa cabeça, pensando no que já foi feito e o que nem chegou perto de ser realizado. Mas, este balanço eu vou deixar mais pra frente… ainda estou fazendo um rascunho no meu caderninho de anotações.

O lance é que o mês antes do nosso aniversário pode ser uma alma penada pedindo para darmos cabo de negócios não terminados. Aquele espírito zombeiro que vem nos pedir algo que não conseguiu fazer enquanto estava vivo. Unfinished business. 

Aliás, consigo pensar em tantos. É gozado como, em geral, tendemos a traçar alguns planos para nossa vida. E a VIDA, o universo, o plano geral a qual não temos acesso acaba nos colocando em outras situações que deixa aquilo que traçamos bem longe, em uma ilha deserta. Muitas vezes, obviamente, estamos falando dos resultados de nossas próprias escolhas. No entanto, são esses fantasmas que também apontam o que já sabemos e que os nossos passos ficam marcados na Terra e nas estrelas.

Estou até fazendo uma lista de unfinished business que os fantasmas eventualmente venham cobrar, mas, de tudo, acho que o que mais vale foram os concluídos que me deixaram chegar até aqui.

Claro que eu gostaria que muita coisa se resolvesse até o dia 24, mas o que der, deu. O que não deu, quem sabe, não era pro meu bico.

Não sei. Acho curiosa essa coisa de pre-destinação. Acho sim que temos algumas coisas que precisamos passar para compreender tantas outras. Que existem caminhos que sejam tendências da nossa alma e que acabam por tornar-se sombras dos nossos fazeres. No entanto, acredito também, que a despeito de haver, talvez, um script da coisa toda, é a nossa interpretação, de ator da vida que nos pertence (?) que faz com que haja drama, comédia, suspense ou terror.

Talvez haja uma outra Pietra/ Tathy por aí vivendo as mesmas coisas na Índia, ou no Congo ou na França. Vai saber. Eu espero que ela esteja se dando bem e que esteja satisfeita com o que temos feito até agora.

Chegamos a metade dos 30. Logo, logo vou estar mais perto dos 40. Isso é muito engraçado, porque até hoje eu me lembro da minha ansiedade em chegar a oitava série (uns 13, 14 anos) – e isso já foi há 22 anos atrás. E me lembro da alegria de fazer 18. Ou de dizer que tinha 21 e poder tomar uma cerveja na minha meteórica passagem por Connecticut como au-pair.

É uma loucura pensar que já passei dos 30. Os 40 estão acenando lá na frente. E quantas mais aventuras eu não vou passar? Fico pensando no que eu vou saber quando chegar aos mesmos 60 que meus pais.

Talvez a nossa idade seja apenas uma formalidade num papel.

Pietra

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