Casamento 

Mais um capítulo da vida que daria um livro. E foi um dos mais gostosos, dos mais legais. Que eu recomendo a todos!

Essa semana, na verdade, foi tomada de muitas emoções. Além do casamento, foi meu aniversário – e quem me conhece sabe que eu amo aniversários – consegui fechar com o hospital a minha cirurgia – que foi uma espécie estranha da de presente de aniversário – e me casei. De verdade. Papel passado – tá que ele está meio dobradinho, mas ok.

Foi a cerimônia mais tranquila e mais gostosa que eu já fui. Tudo correu bem. As pessoas pareciam bem felizes. Eu me senti bem e bonita como não me sinto há tempos. E pode parecer a maior bobagem, mas dizer “sim” na frente de um monte de gente, parece que estreita mais um pouco o laço que temos entre nós. Conversei com o B. ontem, durante o almoço e comentamos como ambos sentimos que alguma coisa parecia ter mudado. Algo parecia ter entrado no lugar, bem certinho.

Casar não é brincar de casinha. É lidar com tudo isso que já estamos lidando. Mas, a chance de comemorar essa coisa toda, também é deliciosa. Todo mundo diz que com o casamento vem as responsabilidades, que precisamos aprender verdadeiramente a compartilhar, ceder, doar, etc e tal. O que de fato é fato. E ok. Mas, existe toda uma outra parte que é a alegria de estar junto de saber com quem você vai acordar no dia seguinte, para quem vai dar boa noite e ter esses episódios nos quais não se consegue parar de sorrir.

Estou feliz. E recomendo a quem tiver qualquer sombra de dúvida: case. A bicicleta, vcs compram depois em suaves prestações =)

Pietra (Auriema)

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Leia antes de ver

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Uma das coisas interessantes dessa vida é quando percebemos como os livros têm uma influência transparente no nosso universo de cultura pop. Muitos dos filmes que fazem sucesso e acabam criando um legado ou uma franquia, são vindos de livros. Não tem Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo” se ele não tivesse sido escrito antes por Truman Capote. Ou Robin Williams em “Tempo de Despertar” se Oliver Sacks não o tivesse escrito antes. E a lista é imensa… Tom Cruise em “Entrevista com o vampiro”, da Anne Rice… e até Gary Oldman como Drácula ou Sirus Black sem as páginas escritas. Simples assim.

A questão é que nem sempre as coisas são assim claras e transparentes.

“Como assim esse filme veio de um livro????”

Pois é… os roteiros originais andam cada vez mais difíceis de encontrar. Ainda mais com um roteiro bom. Embora, eu tenha tido uma surpresa agradável, por exemplo, vendo os webisodes de “The Walking Dead” pela internet – que veio de quadrinhos… ou seja, a série esteve escrita em papel antes.

Talvez a Literatura seja um ensaio. Para ver o que funciona ou não. Pode ser que a coisa aconteça porque os escritores são verdadeiramente novelistas e capazes de desenvolver boas tramas que acabam por ficar interessantes quando colocados na tela prateada. E em Doudy Digital. Enfim… muitas coisas começam nas páginas.

Muitas vezes, quem curte os livros faz um caminho de ler o livro e ir ver o filme. Há quem se antecipe… tal história vai sair em filme, então corre pra livraria – ou para a Loja da Amazon. Outros, já leram aquele filme e esperam para ver o que vai ser feito dele. Isso costuma gerar uma certa tensão… e os resultados dificilmente agradam os leitores fãs de uma história. Nesse último, preciso dizer que me impressionei com a versão cinematográfica de algumas obras que eu gosto bastante, como “Ensaio sobre a cegueira”.

Mas, existem aqueles momentos que um filme te leva para o livro. Seja pela fome de mais informações. Seja pela curiosidade. Seja para entender alguns pontos que são mencionados que precisam de arremate.

Geralmente, tive boas surpresas. Quando li “O iluminado” fiquei encantada pela trama e não consegui largar o livro. Consegui perceber uma dimensão além do personagem Jack Torrance. Por vezes, até, parece que temos dois personagens… o do livro e um levemente baseado nele, o do filme.

Enfim…

Esses dias caiu na minha mão uma versão dos anos 1960 de “Psicose”, de Robert Bloch. O romance (?) – tá mais pra conto ou novela do que pra romance, mas enfim – inspirou o filme feito por Alfred Hitchcock em 1961.

É curioso pensar como algumas obras, durante os anos 60 ficaram pouco tempo nas páginas para se tornarem verdadeiros cults do cinema… “O bebê de Rosemary”, “Bonequinha de Luxo” e outros, poucos sabem que nasceram de livros.

“Psicose” é um livro interessante – embora a cópia que eu estou lendo seja estranha. Ela é mal traduzida e a escrita ainda é naquele português que acentua “êle”, por exemplo. Mas, dá pra saber exatamente do que se trata.

Até onde eu fui na leitura, a coisa é muito semelhante ao filme. Praticamente, é como se eu estivesse lendo o roteiro. Porém, alguns detalhes melhoram a trama. Os diálogos internos de Norman Bates e suas conversas com a mãe são muito bacanas e mostram bem como a cabeça de quem “não bate bem” funciona. Além disso, existem algumas diferenças em detalhes, como a morte de Mary Crane – no livro, Mary.

Tem sido uma experiência diferente. Não se trata de um livro que sabemos que encontraremos diferenças significativas, como em “O iluminado”. É um livro quase igual ao filme… e deixa pouco para a imaginação. Porém, eu fico imaginando o que sentiu quem pode ler o livro antes de ver o filme. Não, à toa, é o caminho da tradição que deve ser mantido.

Pietra

Querido Gianluca,

  
Bem-vindo! Você chegou a este nosso mundo no que eu posso chamar de o dia mais estranho da minha vida. Certamente, todos nós: seu tio, eu, seus avós, seus pais, nos lembraríamos desse momento tão especial. Para mim, especificamente, foi um ano de 24 horas – que nesse momento, ainda faltam dez minutos para acabar.

Eu queria lhe dizer que hoje, no dia do seu nascimento, eu vi Morte e Vida. Talvez seja o que chamam por aí de esperança. E espero que a tenhamos sempre. Quando seus pais acordaram pela manhã não imaginavam que veriam seu rostinho à noite. Nem nós. Na verdade, um hospital estava em nossos planos… terminamos na maternidade.

Uma família perdeu um ente querido. Outras, tantas que haviam no lugar onde você nasceu, ganharam. Acho que essa é a roda da vida. É a espiral do universo. Quem sabe aquela pessoa, como tantas outras, deram seus espaços para que vocês, pequenos, tomassem o de vocês.

Foi um dia de muitas emoções. Eu imaginei que apenas a raiva seria dona da festa. Provei-me errada. E ainda bem. Hoje, eu consegui compreender um pouco do esquema das coisas. Espero que essa lição você também tenha. E que não seja de um jeito estranho como foi a minha. Que não passe pela raiva ou pela desconfiança de outras pessoas. Mas, existem coisas que não podemos evitar.

Sabe, eu percebi que, se não existe ALGUÉM puxando algumas cordinhas em algum lugar do nosso Universo, Ele em si funciona mesmo como um relógio e as coisas acontecem na hora certa. Provavelmente será uma lição que há de se repetir várias vezes… E seguimos a aprende-la, em suas diversas camadas.

De tudo, espero que seu tempo por aqui seja incrível. Que aprenda bastante, que se divirta e que possa dividir conosco suas descobertas desse mundo curioso no qual vivemos.

Com todo amor do mundo!

Sua tia,

Pietra

De vida e morte

Eu nem sei bem por onde começar esta história. Mais uma que daria um livro. Um conto… entre o horror e a esperança. Ou só um resumo do que a vida realmente é.

Faz meses que eu estou esperando para fazer uma cirurgia para tirar as hérnias das minhas costas. Entre muitos caminhos de ida e volta e trezentas frustrações, acabou a carência do convênio e tinha consulta com meu médico. Tudo feito, foi marcada a dita cuja. De urgência, de novo. Arrumamos tudo correndo, acertamos com o hospital. Mala pronta. Chegada ao hospital. A minha intervenção seria ao meio dia de hoje. Havia uma primeira cirurgia às 7 da manhã. Dia de trabalho pesado para o neurocirurgião.

No momento de fazer a internação, descobrimos que eu não poderia sê-lo porque faltava um exame pré-operatório. Seria feito quando eu estivesse internada. Mas, a falta do mesmo impediu a internação. Ou seja, uma roda viva.

Depois de muitas trocas de palavras altas e mal ditas entre as partes – meus pais e a administração do hospital – nada mudou. Fui ao PS para então poder pegar uma receita de remédio, afinal, lidar a próxima semana – quando eu voltarei ao médico – com dor está fora de cogitação. Além de ser tratada de qualquer jeito pelo ortopedista do PS, que deixou claro que eu queria APENAS um atestado para afastamento – será? – tive minha medicação trocada. Ainda não sei no que isso, exatamente, vai dar.

Entre todos esses movimentos, o meu médico me ligou dizendo que o pedido para os exames pré-operatórios estariam na portaria do hospital para que eu os fizesse, garantindo assim que a cirurgia aconteça no dia 1/10. Muito bem.

Na saída do PS, fui até a tal recepção pegar o papel. Ao entrar, vejo uma moça, um pouco mais velha que eu chorando. Muito. Desesperada e andando a esmo pela rua. Pedia pelo pai. Dentro do hospital, havia uma outra moça, também chorando bastante. As pessoas em volta estavam atarantadas. Claramente, havia uma morte em questão.

No meio do meu transtorno, da minha frustração, olhei para aquela família. E senti uma vontade imensa de chorar. Eu queria resolver a minha saúde. Aquelas pessoas tinham mais uma porção de coisas para resolver. Deu um dó. Talvez uma compaixão, dentro da minha dor, foi ruim ver a dor dos outros. Imagino que maior que a minha.

Entra aí, o twist do destino… Para consolar a família, está o meu médico. O neurocirurgião. A cirurgia antes da minha foi um sucesso, para o além.

Não estou aqui dizendo que é o dia fadado de Tanatos. Não estou dizendo que porque o outro paciente se foi, eu também iria. Mas, imagino que, depois de perder um paciente, um médico quer um sossego na cabeça e não operar outra pessoa.

Sei lá… acho que hoje foi um dos dias mais insólitos da minha vida. Foi também um dia cubista… no sentido de ver a mesma face da vida em suas diferentes nuances.

Como é curioso e rico poder ver a vida se desvelando aos poucos. Eu vi o sujeito que mexeu no horário da minha internação sorrindo e brincando com outras pessoas enquanto meus pais estavam bravos e eu, chorando… de desagravo. Eu vi, um tanto mais calma, uma família despedir-se de uma pessoa querida. Eu voltei para casa, que achei que ia ficar longe por alguns dias. E não me furtei a apertar meu gato longamente.

Quem sabe não foi uma lição de inferno astral?

Que dia estranho.

Pietra

 

Percursos e concursos

  
Hoje eu vi mais um concurso literário que eu achei que valia a pena participar. É da Universidade de Sorocaba e os textos são de Literatura Infantil. Embora não haja nenhum prêmio em dinheiro para os vencedores, os textos serão publicados para distribuição em escolas da rede pública. Digno.

Os requisitos são uma obra inédita. 1000 palavras. Ou seja, bem curto. Palavras simples porque as crianças não as gostam complicadas, como diria Saramago.

Animou-me bastante a empreitada. E como eu já tenho dois textos desse tipo e uma experiência diária com livros infantis, pensei, como sempre: por quê não?

E foi quando um percurso foi se desenvolvendo na minha cabeça…

Dos livros de Literatura Infantil que eu conheço – que não são poucos – quais me encantam? Por quê? Quais temas já foram lá escritos? O que chamaria a atenção dos pequenos? Eu leria esse texto para os meus alunos em sala?

Fui voltando em uma porção de livros que eu amo…

  • Onde vivem os monstros, do Maurice Sendak
  • The very hungry caterpillar e The artist who painted a blue horse, do Eric Carle
  • O gato e o escuro, do Mia Couto
  • Menina bonita do laço de fita, da Ana Maria Machado
  • Chapeuzinho amarelo, do Chico Buarque

Todos, obras-primas, na minha opinião. São livros que não levam apenas as crianças a entender determinadas coisas e sonhar, mas que pegam os adultos em suas questões sutis. O bom texto apresenta algo para cada audiência. Gostaria de escrever um texto assim.

Logo veio nascendo uma ideia. Que precisa ser desenvolvida rapidamente. A data para enviar o texto é até 24/09, meu aniversário.

Aliás, essa coisa de concursos me deixa uma coisa para comentar. Ontem eu não me aguentei e já publiquei no meu Facebook.

Concursos literários são corriqueiros. Eles são interessantes como oportunidades, tanto para os autores quanto para as editoras. Embora os primeiros estejam envolvidos – queira Zeus – com a parte artística, as segundas já tem em suas mãos um negócio. E tudo rola em cima do dinheiro. Se for dinheiro mediante a uma coisa boa, melhor ainda. A questão é que uma coisa tem apelo, seja artístico, seja comercial, uma editora irá lança-la. Irá investir. O que aconteceu comigo e deve ter acontecido com 400 outras pessoas é que, participando de um concurso de uma editora – a qual já havia lançado outros concursos com uma “taxa de inscrição” – é que, para o resultado, recebeu-se um e-mail dizendo que, entre os 400 textos inscritos, o meu havia ficado entre os 50 melhores. Porém, que não haveria como serem postos em publicação, pois o concurso precisa de apenas dois para a coletânea que quer fazer. Muito bem. Porém, mediante a uma cota de R$150, o meu texto, de “grande valor literário” seria publicado em uma outra coletânea, que precisaria dessa taxa para ser viabilizado.

Pode ser que seja verdade. Porém, na minha cabeça desconfiada, eu penso que:

  • eles não vão ter nem meio trabalho em escolher textos para tal, afinal de contas, quem quiser ser publicado pagará R$150 para tanto. Autopublicação, praticamente. Digamos que eles estão facilitando tudo para todo mundo (?)
  • Quem pagar, vai ter seu texto publicado. E não acho que só os “50 melhores” estão nessa daí. Pagou, saiu.
  • O e-mail não estava endereçado a mim… era claramente um e-mail que foi escrito para ser enviado ao mailing de quem participou do concurso. E ninguém vai ter como conferir se os outros participantes, os outros 399 tb figuraram entre os 50 melhores.
  • Sabe Zeus a qualidade dos textos. Sabe Zeus a qualidade do meu texto, convenhamos.

Pode ser que eu esteja errada, e se alguém souber do contrário, me corrija por favor. Mas, sinceramente, queria crer que meu texto vale a pena ser publicado pelo que ele é e não pela taxa que minha conta bancária, já no vermelho, vai proporcionar.

Continuamos a produção, independentemente de taxas. Até agora, 2 concursos. Um sumariamente texto eliminado. OK. O segundo, via cota… Thanks, but no thanks.

Pietra

Remédio


Dizem que é remédio, que pra tudo tem remédio. Menos pra morte. Vi uma história hoje. Sobre remédios. E morte. Pegou lá no fundo. Não que eu ache – ou espere – que cheguemos em qualquer lugar perto desse… Mas aqui estamos com o “amado” opioide em cena.

A história que eu li era sobre uma família cujo pai perdeu a luta contra a heroína. Ele fora viciado e, por meio de um programa de reabilitação, conseguiu se livrar do vício. Porém, por conta de uma dor de dente, teve de voltar aos opioides e não conseguiu resistir. Morreu de overdose de heroína. Uma droga legal levou a uma ilegal. Mesmo princípio. Adivinhem o que eu estou tomando? Bem, já soube que a tal codeína ajuda quem está se recuperando do vício em heroína a lidar com a abstinência. Inclusive soube que existem pessoas que tomam cerca de 400mg de codeína por dia para recreação. A bula diz que o máximo a ser ingerido por dia é 150mg. É o que eu tomo. Todos os dias. Isso ou a dor 24/7.

Na internet, eu também já li muitas coisas sobre a condição da minha coluna. Muitos oferecem tratamentos miraculosos que evitam a cirurgia. Dizem inclusive que você poderia conviver com a hérnia de disco em termos “normais”. Sinceramente? EU duvido. Mesmo porque não consigo pensar em um jeito sem intervenção que faça a tal extrusão voltar para o seu lugar e parar de cutucar o meu nervo. Na internet é assim… ou tudo leva ao câncer ou tem uma solução incrível – desde que vc pague por ela, evidente esteja.

O caso é que o opioide virou a minha rotina. E eu fico pensando o que vai ser sair dele. Claro que eu quero que isso aconteça, principalmente, depois que a cirurgia se der. E também não acho que vai ser um caso de vício eterno em codeína, afinal de contas, aqui no Brasil, precisa de receita médica. Eu só estou pensando o que é que ela está efetivamente fazendo pelo resto do meu corpo. Enganando meu cérebro é certeza. E até tem sido bem feito. Mas isso, o tempo dirá e acho que nem posso me preocupar. Uma coisa por vez.

Fato é que, quando entramos numa medicação ela pode até resolver o que ela tem de resolver. Mas, fico impressionada como esse tipo de coisa deixa rastro.

Será que somos essencialmente químicos? Talvez.. Huxley já nos disse que sim. Eu já vi com meus próprios olhos. Acho que o nosso mundo é químico. Não dessas alquimias mágicas ou românticas que gostamos de pensar. As reações do nosso cérebro a cada um dos estímulos nos faz funcionar como somos… Será que as químicas que estamos ingerindo, por um motivo ou por outro, estão nos fazendo melhor do que seríamos? Será que, um dia, vamos reagir sem elas?

Pietra

Críticas dos leitores

uma experiência e tanto. 

  Uma parte do processo de escrita é o desprendimento do autor para dar aos leitores um gostinho do que anda acontecendo. Eu penso que esta é preponderante, pois as ideias podem ser cristalinas em nossa cabeça, mas como caem nos olhos do outro? A crítica precisa acontecer para sabermos onde estamos no caminho entre as nossas palavras, o significado do texto e o entendimento do leitor. 
Bom, minha última crônica, ainda chamada de “Joaninha” foi mandada por e-mail para a minha mais confiável leitora e depois impressa em algumas vias para colegas de profissão, leia-se professoras, para que tecessem comentários. 

De todas, tive duas respostas. As outras podem não ter acontecido por vários motivos. Pode ser que tenham achado ruim e não quiseram se constranger em dizer. Não quiseram ler, direito que lhes assiste. Enfim. Duas pessoas fizeram a crítica do texto. Uma de flores. A outra, cheia de senões. 

Não é fácil ler ou ouvir juízos sobre o nosso trabalho que não venham nos dizer que somos maravilhosos, lindos e saramagueanos. Mas, como é rico. Primeiro, porque somos obrigados a nos desprender do que fizemos. Depois porque a visão do outro pode nos levar onde talvez quiséssemos ter ido, mas não chegamos. 

A última crítica veio em texto. Escrito a mão. A pessoa se deu ao trabalho de ler-me ainda escrever sobre o meu escrito. Metalinguagem. Eu acabei reescrevendo todo o começo da história. Para dar mais sentido ao que queria mostrar. Agora, tenho o texto “beta 2”. 

Como a entrega é dia 30, ainda tenho uns dias para gostar mais ou menos do que saiu. Mas, além da criação, eu gostei da experiência de ver o que é meu pelos olhos do outro. 

Pietra