Relações de trabalho

O que poderia ser trabalho de faculdade, em Sociologia, acaba se tornando um post de blog, 13 anos mais tarde e com implicações psicológicas e antropológicas.

Não tem jeito. A gente tem de trabalhar. É o sustento da casa. Mas, como diz meu pai, “o desgraçado que inventou o trabalho, não tinha o que fazer”. Em parte, concordo. Principalmente, para aquelas pessoas que tem de lidar com o trabalho de um jeito meio forçado. Nem todo mundo faz aquilo que gosta ou ainda, gosta daquilo que faz. Vai no automático. Não vou dizer que é exatamente o meu caso. EU gosto do que eu faço e tendo a achar que a profissão que me escolheu. Fora que, on the side, eu dou conta de fazer uma porção de outras coisas que eu curto. Se produzir é trabalho, então, eu não tenho problema nenhum com ele.

De toda forma, o trabalho está aí no dia a dia. Seja do jeito mais convencional da coisa: CLT, férias, 13o. Seja do jeito mais inventivo. E trabalhar implica em lidar com pessoas. Lidar com pessoas, necessariamente, implica em relações com elas.

Uma vez que passamos mais tempo trabalhando ou produzindo alguma coisa, passamos um tempão tendo de lidar com as pessoas. Duro é quando você vai trabalhar pensando: que loucura alheia vou me deparar hoje?

Quando nos encontramos com pessoas, geralmente aleatórias, porque é fato: certas pessoas não teríamos contato se não fossem as relações de trabalho. A coisa é que, além do que você é ou acredita aparece indiretamente no trabalho, porque além de tudo, existe uma técnica a se aplicar. Uma coisa maior a se fazer.

Estar entre pessoas é fazer as arestas de cada um se tocarem. Muitas vezes, acontecem os desgastes, e as relações se acomodam. As coisas ficam confortáveis. Sempre existirão arestas. Diferenças. Ainda bem. Se todo mundo fosse igual, cairíamos numa distopia real.

O que eu penso é que parece que, ultimamente, os lugares das coisas não ficam claras. Sem dúvida, nem sempre concordamos com o que os superiores, clientes ou (insira aqui um tipo humano com o qual lidamos) fazem, dizem ou direcionam. No entanto, é preciso saber até onde o nosso papel vai. Talvez tenhamos aprendido isso em casa. Talvez em outras relações de trabalho. Mas o fato é que ninguém, seja onde seja, é supremo no que faz. E se for, vale a pena pensar um pouco sobre isso.

Acredito que o nos ajuda a fazer as arestas se passarem de forma mais tranquila é quando estamos inseridos em um ambiente de transparência. Não tem nada pior do que topar com as diferenças no escuro. Porque parece que o que encontramos é imenso ou muito mais prejudicial do que pode realmente ser.

Se nosso ambiente de trabalho for um jarro de cristal, além de mais delicado, ele é mais fácil de observar e apreciar as belezas das diferenças.

Pietra

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