E aí, tudo bem? Tudo…

A pergunta mais praxe do mundo… “oi, tudo bem?”

A resposta automática, “tudo”. Claro que existe quem vai contar uma história triste ou que está mega empolgado e fala da vida toda. Mas, no geral, vamos dizendo “tudo, tudo, tudo”.

A questão é que as coisas nem sempre estão bem. Na verdade, temos lampejos de felicidade, que é o que de fato faz com que ela seja tão importante. Mas, na vida, poucas coisas rodam redondamente redondas para que não hajam empecilhos ou desgostos.

São problemas com a família, no trabalho, de saúde… uma coisa que quebra, ou que se perde. Alguém que distrata ou que ignora. Existem problemas maiores e problemas menores. Eles estão aí. Dando os desafios cotidianos que temos de levar.

O que eu venho percebido, ouvindo diversas histórias, é que ninguém está 100% bem. Ou, está todo mundo mal. Uma tem um bom emprego, mas o dinheiro não dá pra nada. Outra está com o saldo bancário em ordem, mas o marido é um traste. Outra ainda, tem todo o suporte da família, mas sofre de doença Y. E aí? O que fazemos num mundo de perspectivas “copo meio vazio”?

Então, nada. Porque não importa para que lado vamos correr, alguma poeirinha se esconde num canto.

Vale a pena se jogar pela janela? Então, também não. Porque aí estaríamos perdendo chances valiosas de lidar com coisas ou viver experiências que vão além dos problemas que temos. Eu sei que existem coisas grandes, como doenças graves ou problemas que além de pegar a nossa vida, podem pegar as de quem amamos. No entanto, será que não tem um raiozinho de sol para olhar?

Conversando com uma colega esses dias, falávamos do trabalho e das milhões de questões que temos… pessoais, de grana, de tempo, de vontade de fazer X ou Y melhor. Tudo verdade. Até que ela me sai com: “mas pelo menos, a gente está bem. Quanta gente por aí, que se formou comigo na minha primeira faculdade, ganha bem e está pessimamente resolvida com a própria vida?”

Ai.

Enquanto temos essa pequena certeza – que de verdade, é imensa – de que estamos no caminho certo, por mais tortuoso que ele possa estar se mostrando, o ânimo se toma. Aliás, ter um caminho é que faz toda a diferença. Por mais que não seja o emprego ideal, o salário ideal, a saúde ideal, o relacionamento ideal, o mero sentimento de estarmos semeando algo para o caminho ser mais agradável, e colocar os pés no chão sem medo, tem valor inestimável.

Assim, todo mundo está mal. Ninguém está bem. Mas que pelo menos se saiba para onde estamos indo.

Pietra, caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento

PS: ter um companheiro de caminho ajuda mt. B. sempre mostra o tiquinho de água que faz o copo estar meio cheio =)

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s