“Espelho” e seu processo

Conto recém saído do forno!

O último conto que eu publiquei não teve um momento “e se”. Ele foi uma coisa que eu precisava fazer para ajeitar umas coisas dentro de mim. Primeiro que eu não esqueço. Depois que  pouco perdoo. Eu sinto que assim, as lições continuam sempre claras e que se cai na mesma arapuca duas vezes.

Pois bem. Não é incomum mulheres dividirem um mesmo amor, pelo menos por um tempo. Tão pouco, que não se desgostem. Como uma guerra velada de quem pode mais em relação àquele macho. Na maioria das vezes, ele é um tremendo carretel, enrolando todo mundo em seu caminho.

Então, resolvi colocar para fora uma conversa que seria possível nos diferentes estágios de aceitação de uma traição, ou do fim doído de um amor. O tempo, santo e sábio, consegue fazer passar… o esquecer, como eu já coloquei, é por nosso conta – e risco. Assim, as personagens do texto se encaram. Não se pegam, mas compreendem que foram vítimas de um abuso tremendo.

Ao contrário do que pode parecer, o abuso não se configura por uma surra ou um safanão, nos casos mais extremos pela morte. Ele são os pequenos machucados feitos por quem mente, trai, engana e só sente muito porque é pego e não tem mais escapatória.

Em termos de escrita, quando a história despontou aqui, a vomitei na página. Ficou até bem longa. Mas deu mais ou menos o resultado que eu queria. Precisa apenas ajeitar o final. Eu sabia como ia acabar, mas queria uma coisa delicada. O assunto é muito delicado. E de tapa na cara, já basta a vida. Bem, com a colaboração do “Leitor Ideal”, também conhecido nesse blog como B., o final se desenrolou, quase em 3 partes – aliás, curioso como tem muitos 3 nessa história toda. Enfim, acabamos sem um final que surpreende, pelo menos não como em “Quem tem medo da cartomante?”, mas que mostra que a carne podre demora a passar o cheiro ruim.

O texto teve praticamente 3 versões e leitores beta que deram seus pitacos. Uma das coisas mais interessantes desse processo de edição, em especial, foi tirar os advérbios (se bem que um ou dois devem ter ficado lá perdidos) e fazer o possível para a mensagem ficar direta e mostrando as ações e sentimentos das personagens sem redundâncias. Como o conto era olho no olho, espero que elas tenham conseguido se conversar e se fazer entender dessa forma.

Foi gostoso escrever sem limitações de tamanho de texto. Quem sabe não podemos começar aumentar esses textos a chegar em uma maaaaais longa? =)

Para baixar o conto “Espelho”, vá à Loja Kindle da Amazon, clicando aqui!

Pietra

PS: Nos dias 1 e 2 de agosto, o conto será gratuito na loja Kindle. Aproveite!

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