I don’t like the drugs, but the drugs like me

 Olá! Bem vindos à Indústria Farmacêutica. Em teoria, ela é feita para te amparar com uma série de problemas, dores e situações. Ela pode te ajudar com a dor, com doenças mentais, curam doenças de todas as espécies. É tudo verdade, mas, como tudo nessa vida, é uma faca de dois gumes.

Tomar remédio pode até ser uma coisa cotidiana e que só damos conta do que realmente se trata quando os big players entram em cena.

Depois de muitos antiinflamatórios, uns mais bonzinhos para o estômago e outros menos, chegou a vez dos opiáceos. Eles são  maravilhosos e resolvem bem o problema da dor – e até do peso que uma doença traz em si. O que pega é o depois.

Realmente depois de tomar oxicodona, eu entendo porque pessoas se viciam em morfina e analgésicos. O efeito parece mágico e te deixa bem e feliz para fazer um monte de coisas. Você vai conquistar o mundo! MAS, ela cobra contrapartidas…

Quando ela age no corpo, vem um sentimento muito gostoso de relaxamento e tranquilidade. Parece que os problemas da vida tomam uma proporção muito menor do que eles têm – não estou dizendo que são gigantes, mas vc perde a proporção de tudo a sua volta. Vc ama demais, se inspira demais, odeia demais… é um remédio que alimenta paixões, seja para qual lado elas forem. No entanto, a oxicodona tem também, depois de um tempo de ação ou talvez de não ingestão que a vida é ruim, que eu tenho dor, que alguma coisa horrível pode acontecer a qualquer momento. A pressão sobe – literal e figurativamente – e rompantes de choro e pensamentos desconexos tomam conta. Oxicodona, para mim, virou uma tremenda bad trip. Abandonei-a hoje.

Quem me deu essa medicação, obviamente, foi o ortopedista que me viu no PS semana passada…   E tenho certeza que foi na melhor das intenções. A farmácia retém a receita por se tratar de um remédio que pode ser abusado para fins não médicos… No entanto, o que adianta resolver a dor mais ou menos e me deixar num estado de “medo e choradeira”. Não dá, estou indo lá de novo, pq do jeito que está, não dá pra ficar.

Pietra

PS. não estou dizendo que as pessoas têm de largar seus medicamentos. De jeito nenhum… estou contando apenas o que aconteceu comigo e que nem sempre o corpo se ajusta ao que uma medicação se propõe a fazer.

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