Fazendo a lição de casa – sobre autopublicação e escrita no Brasil

Como tudo isso começou? Basicamente com a escrita de dois contos para um concurso literário. Aliás, achei um artigo interessante sobre isso, de começar via concursos, mas depois eu vou ler com calma e comento por aqui.

A questão é que fazer a publicação pelo KDP da Amazon é muito tranquilo e deixa a obra disponível em diversos mercados – inclusive em outras línguas. Foi nisso que eu acabei pensando que seria uma boa ideia publicar o livro de crônicas de tarot pelo mesmo sistema.

Então, fui fazer a minha lição de casa, para entender melhor essa coisa de autopublicação por aqui. E algumas coisas me saltaram a vista.

O que eu descobri?

1. Existem pelo menos 9 plataformas para lançar ebooks no Brasil.
2. Existem editoras que se especializaram em lançar, distribuir e divulgar livros eletrônicos por aqui.
3. Existem blogs falando sobre o assunto – em nossa linda língua mãe.
4. Não só de Amazon vive o homem.
5. Que eu estou mais confusa do que estava quando comecei.

Não tem jeito. Quando desejamos nos aprofundar em alguma coisa, sempre terminamos percebendo que sabemos muito pouco sobre o assunto, então além do trabalho de escrita, tem todo um mundo por se descobrir. Está ficando interessante.

No entanto, o que também está me saltando aos olhos são “dicas” e livros sobre como autopublicar, aliás, antes disso, como escrever livros de “sucesso” que vendam bastante no mercado virtual.

Em parte, a literatura virou um business… Muita gente escrevendo porque, claro, acredita na história, mas também um mercado imenso do que o B. chamou – e eu endosso – de caça-níqueis. Ou seja, gente escrevendo livros longos até, em pouco tempo, seguindo uma receitinha de bolo para que o “romance” pegue e venda bastante.

Obviamente, eu sei que as vendas também refletem a aceitação da história. Mas, não refletem em si qualidade literária. A não ser que você já seja Stephen King, Neil Gaiman ou Umberto Eco.

Eu não vou ou quero me prender às vendas por conta de grana em si. Os contos foram para o concurso e quem sabe, dali saia alguma coisa interessante. Mas, o que me chamou foi o desafio de escrever contos curtos… 6 mil caracteres para contar uma história. E até acho que saiu bem…

De qualquer forma, o livro das crônicas de tarot tem uma outra visão. Além de oferecer textos literários quiçá de boa qualidade, mostrar formas diferentes de enxergar e trabalhar o tarot.

Ainda não tem um romance ou uma novela ou coisa parecida em mente para escrever. Talvez se eu quisesse fazer um dos “caça-níqueis”, poderia me propor a escrever uma história a la 50 tons de cinza, que aparentemente é o que vem vendendo bastante.

Sei lá… acho que ainda sou uma daquelas românticas que acredita na beleza da palavra escrita e nas inovações que a forma de contar histórias pode trazer ou estabelecer.

Por enquanto, uma coisa é certa… o livro das crônicas vai sair eletronicamente. Vai ter uma possibilidade de impressão pelo Create Space… E, quem sabe, ajude a difundir a ideia do livro eletrônico, não apenas para quem tem um Kindle na mão, mas para qualquer plataforma. O que importa é o conteúdo, não o suporte. Pode ser que eu mude de ideia… Porém, o que temos em termos de autopublicação para hoje é isso.

Vou lá que eu preciso mexer nas crônicas. Já fiz um teste em formato MOBI e ficou bem bacana no Kindle.

Em breve, algumas palavras sobre esse processo de criação.

Pietra, que de fato está trabalhando nas férias

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2 thoughts on “Fazendo a lição de casa – sobre autopublicação e escrita no Brasil

  1. Olá, Pietra! Legal o seu post! Sobre escrever algo como “50 tons”, se não estiver no seu DNA esse tipo de (cóf ! cóf!) literatura, pode não rolar muito bem. É o que diz o Bráulio Tavares neste artigo:
    http://editoras.com/o-romance-de-amor/
    Mas, cá entre nós, eu tenho uma receitinha para quem quiser escrever um “romance internacional”. São anotações de um curso que fiz, e estão aqui: http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva3/kunena/bem-vindo/11-dicas-de-gramática.html?start=6#415
    Até mais, um abraço, e obrigada pelo post. 🙂

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    1. Oi, Zulmira. Super obrigada pela visita e pelos seus links… vou visita-los com certeza. O que eu penso é que as histórias têm de fluir porque aceitamos o desafio de coloca-las no papel. Evidentemente que podem ser “descobertas” como excelentes e ganhar um mercado. Mas fazer porque todo mundo está fazendo e para tirar casquinha do mercado, não consigo.
      bjs

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