Como as férias podem se tornar trabalho

Eu consigo agradar apenas uma pessoa por dia. Hoje, eu me escolho.

Ai, quer saber? Eu vou é aproveitar…

As férias são um tempo muito interessante. Todos os anos, por 16 anos, julhos têm sido muito parecidos. Com algumas pequenas diferenças. Ano passado, foi um mês para poder ajeitar bem direitinho o que eu queria fazer no semestre seguinte, como poder arrumar o guarda-roupa profissional: planos, ideias, escritas, fotos, projetos. Até deu certo. Até a última semana, quando eu peguei o segundo emprego. Esse ano, além de uma preocupação com a saúde, estou tentando colocar minha vida literária em ordem.

Tem claro toda a coisa de colocar a casa em ordem, ou seja, arrumar a bagunça de um semestre, para dar uma impressão que vamos “start fresh” agosto até dezembro.

O lance que sempre me pega e não vou dizer que não me desanima é saber que eu vou sim conseguir usar essas semanas para colocar coisas em ordem e até concretizar alguns planos, mas é um saco saber que quando o semestre letivo começa, as coisas se atropelam.

Será que é disciplina? Ou é falta de tempo mesmo? Ou ainda, será que as coisas perdem seu significado depois que outras coisas entram na sua frente.

Infelizmente eu não vou conseguir fazer um texto motivacional para pensar que tudo vai ficar bem e que vai ser tranquilo colocar tudo junto e ter: casa arrumada, contas em ordem, roupas lavadas, textos escritos, aulas dadas, freela feito, animais alimentados, planejamentos escritos e aplicados, livros lidos ao mesmo tempo. E de tudo isso, existem evidentemente coisas que são muito mais importantes.

Eu já tentei colocar no meu calendário uma noite para fazer unha, uma noite para escrever, uma noite para lavar roupa etc etc etc. Mas, sinceramente, e quando a gente chega em casa depois de um dia cheio e tudo que se quer é se jogar na cama até o dia seguinte? E quando vc faz isso e todo o resto se acumula, acumula, acumula.

Até acho que eu consegui fazer bem o semestre passado e parece que o lado profissional até se ajeitou… mas, gente, e o resto?

Será que vamos ser eternas insatisfeitas?

Ou será que somos levadas a acreditar que DEVEMOS ter a casa em ordem, os projetos rolando, ser mega competentes e cheias de energia no trabalho e nada disso existe?

Eu não acredito naquela coisa de sindrôme de fraude, porque:

1. eu sei que eu tenho um limite.

2. eu quero crer que eu estou fazendo o melhor pelo meu trabalho e acho que me saio bem em relação a ele.

3. Não tem como encaixar tudo numa equação 24h/dia+nível de energia + trabalho da vida a serem feitos.

Mas que eu ressinto de não ter as coisas limpas e organizadas como eu deveria, ah, isso eu sinto. Então, quer saber? Eu vou é aproveitar esses dias de férias para fazer o que eu quero e o que eu gosto, tanto pela satisfação de fazer – vide os contos publicados – quanto pelo tempo disponível.

Acho que essas férias vão ser tão trabalhosas quanto o semestre letivo.

Pietra

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