Do que não vemos – aqui, agora

Você não tem uma alma. Você é uma alma. Você tem um corpo.

Hoje tive uma conversa rápida e muito interessante, entre mulheres, na hora do almoço. Sem querer, ficamos pensando em quais aspectos da vida queríamos mais leveza… e de brincadeira, acabou saindo aquela bobagem: queria ser mais magra e a vida seria mais leve hahahahahah. E faz uns dias que eu tenho pensado sobre isso. O quanto da gente nós achamos que é um completo absurdo e como disse N., ninguém nem vê.

É verdade. O quanto da gente não gostaríamos de mudar aqui ou ali e que não faz a MENOR diferença por tudo aquilo que efetivamente somos?

Quilos a menos? Jura? A não ser que seja uma questão de saúde… Será que aquilo que o espelho mostra todos os dias é realmente o que tem para ser visto? Claro que gostamos de nos sentir bem, bonitas etc e tal. Porém, será que determinados sacrifícios fazem a coisa realmente ganhar um destaque?

Longe de mim fazer as pessoas desistirem de um ou outro objetivo, como um corpo mais leve, por exemplo, mas… quantas mais coisas não podemos desejar para nós mesmas?

Houve um tempo que eu sentia muita saudade de quem eu fui um dia. Depois de uma carga muito pesada acabar se dissolvendo em mim, acabei reencontrando essa pessoa. Mas, o mais louco disso é que aquela pessoa que eu era, havia amadurecido.

Eu acabei me me reencontrando exatamente agora. Capaz de reconhecer tantas coisas boas e interessantes e que, quiçá, ajudem outras. Em muitos aspectos… profissional, pessoal, em termos de hobbies e interesses.

Eu fico pensando na coisa das primeiras impressões e que sim, geralmente elas perduram por um tanto de tempo. Também fico refletindo sobre o nosso amadurecimento em uma porção de coisas. Ainda, lembro de uma conversa com a C., na qual falávamos de mudanças de lugares na vida. O tempo passa e mais vezes que não, nos indica o lugar certo para estarmos.

É um exercício de se olhar pelos próprios olhos. Sem um espelho físico que mostre quilos a mais ou a menos, cabelos assim ou assados. Mas: O que eu posso enxergar pelos meus próprios olhos naquilo que eu efetivamente sou? E no que eu posso contribuir para o coletivo?

Uma daquelas postagens de Facebook me pegou outro dia… “Vc não é um corpo que tem uma alma. Vc é uma alma, que tem um corpo.” E quando eu olhei o autor, me surpreendi: C. S. Lewis. Um cristão muito conhecedor de sua doutrina, que aliás é bem clara em suas metáforas, mas que mostra uma verdade imensa: o que importa é o legado… é a importância que temos, e não o corpo que carregamos… Disso talvez possa falar muito o Stephen Hawking.

Por fim, uma última conversa que me inspirou a este post no blog foi com o B. Ele comentou quando falávamos sobre Truman Capote. Sua vida, seus livros e a coisa toda.

“Pensa que essa pessoa foi tão importante que, mesmo depois da morte dele, na década de 80, ainda falamos dele. E esquecemos que ele terminou a vida bebendo e ‘making a fool of himself’. Ele ainda é Truman Capote.”

Uau… imagina isso =)

Pietra

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