A mãe e a professora na Ed. Infantil

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Cenas da vida real de uma professora de Ed. Infantil

Partindo de um pressuposto simples: a mãe cria e educa. A professora ensina e forma. E essas duas tarefas se perpassam  o tempo todo na Educação Infantil. Longe de mim fazer um senso de julgamento de quem é mais importante ou quem tem mais razão ou quem conhece melhor uma criança. Cada uma dessas pessoas, juntamente com colegas, familiares e os outros tantos adultos fazem parte da vida da criança… em momentos diferentes. Com papeis diversos.

O que eu gosto de pensar é que nós, professoras, estamos juntas com as mães numa tarefa grandiosa: levar a criança para  o mundo. Aquele, bem grande, bem aberto. Cheio de tudo que já sabemos que tem nele. Claro que vamos colocar os nossos filtros e saber dosar o que é adequado para a idade da criança. Mas estamos lá, ombro a ombro, mãe e professora, para mostrar aos pequenos o que tem do lado de fora da sala.

Muitas vezes ouvi que uma condição si ne qua non para entender e lidar bem com as crianças era ser mãe. Ainda não sou. No entanto, penso que 16 anos de carreira na Educação me qualificam para entender um pouco do que acontece e como acontecem as crianças. Além disso, existe toda a parte técnica, didática e “de tarimba” que vem com o diploma e com a prática. Sim, boas professoras têm de ser necessariamente formadas e sempre de olho no que acontece por aí para fazer do seu fazer mais criativo, feliz e produtivo.

As mães e as professoras conhecem e lidam com crianças em números e momentos diferentes. Há coisas que uma sabe ou vê que a outra nem imagina. E isso é muito rico, pois o universo que uma criança representa é vasto e cheio de descoberta e de práticas que constróem seu pensar, seu caráter e aquilo que serão em pouco tempo. Assim, como é vital que as mães e as professoras se encontrem de tanto em quando para conversarem, trocarem ideias e experiências para ajudarem aquele pequeno ser a tornar-se pessoa.

Assim, meu convite aqui é que sempre que a professora do seu filho pequeno convidar para um bate-papo, não pense necessariamente que aconteceu alguma coisa ruim ou que ela tem um relato horrendo a fazer de como seu filho (a) se comporta mal etc e tal. Esse tempo já passou. As conversas são para entender e parear fazeres e práticas, para ajudar seu filho a fortalecer-se frente a uma situação, para trocar olhares, para conhecê-lo melhor e assim, atuar melhor. A professora pode perceber coisas que a família não e vice-versa. “Precisamos conversar” não pode ser uma frase imbuída de peso, mas sim de consequências ou de sequências de atitudes.

Quantas coisas bacanas será que a professora do seu filho, sua filha não tem para te contar ou para te mostrar? Ligue para a escola e agende uma conversa. Tenho certeza que você vai se surpreender =)

Pietra, que morre de orgulho dos muitos pequenos com quem vive todos os dias

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