Doutor Sono

ou ” Doctor Sleep”, de Stephen King.

Mais um dos meus livros do haul feito na Strand Books se foi… do dia 1/1/15 até agora (28/2) foram 4 =)

Eu vim lendo o livro – que é imenso, 531 páginas – basicamente com um pensamento: bastante comercial e não chega muito perto d’O Iluminado. Tudo bem, a narrativa é boa e, enquanto eu não soubesse o que ia acontecer, eu não sosseguei. Precisava saber o que ia acontecer com Danny Torrance e como ia resolver os fantasmas do Overlook que sim, ainda estavam lá. E então, veio a curiosidade. Logo após o final do romance, o autor faz um adendo, por assim dizer. Não da história… mas, da história da história. Pessoalmente, acho isso muito bacana, porque em parte, você segue o autor na sua escrita e compreende alguns motivos. King escreveu que compreende que Dr. Sleep não chegaria ao mesmo nível dO Iluminado, porém também esclarece que foram momentos diferentes da vida que fizeram as obras acontecerem. Acho engraçado isso, pois estamos falando de um mesmo artista, mas em momentos diferentes de sua vida. Com novas perspectivas, algumas experiências e um filme que talvez não tenha sido seu favorito nas costas. Enfim, achei bastante digno da sua parte fazer esse relato. No entanto, realmente é muito bacana saber que ele pensava em Danny Torrance e sabia que ele estava lá, em algum lugar, pronto para (re)aparecer. Como está dado na obra, a vida é uma roda e acabamos voltando a alguns pontos… A vida da família Torrance.

Lendo a história em si, penso nela como fantasiosa  ou fantasma”siosa”

Rose

demais… não que O Iluminado fosse algo que pudesse acontecer conosco a qualquer momento (será? lugares que matam? que agregam fantasmas????), mas a pegada aqui era clara como uma aventura. O que chama atenção é perceber como as vidas das pessoas precisam de uma certa “amarração de pontas”, mesmo que sejam vidas ficcionais.

De tudo, e por mais que, insisto, acredito que seja uma obra bacana, porém não prima e que infelizmente acaba se comparando ao clássico que é O Iluminado, o final do livro não perde em poesia. Fiquei impressionada mesmo. Diria até, emocionada. Sabe, tem horas que simplesmente não podemos fugir de quem somos e do que podemos fazer.

Talvez essa emoção tenha vindo exatamente porque esses parágrafos finais foram os que tiveram um diálogo comigo. Claro que há coisas no livro pelas quais Danny passa que todos nós passamos em maior ou menor grau e podemos nos relacionar com elas. Até pensamos. Mas, no correr da história e, acho que esse é meu ponto, não foi uma narrativa que provocou muitas reflexões. Até as linhas finais.

Evidentemente não vou explorar o final em mais detalhes, porque eu seria aquela chata do “mocinha morre no final, o marido que matou” – piada velha de adolescente dos anos 90.

Ainda, uma coisa é certa: vale a pena ler todas as 520 páginas da aventura, só para refletir nas últimas 10. Achei que esse ia ficar na minha estante como um daqueles livros de ler para arrefecer o cérebro. Vou olhar para ele ali e suspirar profundamente.

Obrigada, Sr. King. Valeu a espera e o mês de leitura.

Pietra, pensando que a vida é uma roda…

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