Dois tempos de um futebol romântico

Semana passada tive a oportunidade de visitar o estádio do Juventus, na Rua Javari, na Moóca. Aliás, uma obrigação desde que mudei para esse bairro. Aqui as coisas são bem parecidas com São Caetano (do Sul)… tudo aqui é melhor. O time, na divisão A3 do campeonato, também.

Preciso dizer que eu me senti bastante movida com a coisa toda. Depois de ir ao Allianz Parque e ver um estádio com status de Copa do Mundo, estar ali no Rodolfo Crespi foi quase como uma volta no tempo.

Teve tudo de tradicional: muito grená e branco, canole, e os mais clássicos xingamentos e desfavorecimentos ao time do Grêmio Osasco. A mudança dos pontos era feita a mão. A torcida estava tão próxima e tão inflamada que me lembrou o filme “O Corintiano” do Mazzaropi.

Verdade que o time do Juventus jogou bem. Mas a proximidade da comunidade com seu time, fazia uma imensa diferença. Na saúde e na doença. Das comemorações exaltadas de gol até as frases mais grotescas quando um atacante fez uma falta bem maldosa no jogador juventino.

Estar ali foi uma chance de poder voltar a um tempo que não existe mais nos tempos de grandes jogos, imensos clássicos e salários astronômicos. Ali a torcida realmente estava do lado do time – não que nos grandes times não seja assim – mas o calor humano, a vibração, é muito contagiante.

Aconselho. Se tiver chance de ver futebol pelo futebol, visite o estádio do seu time local. Sem grandes clássicos. Sem cartolas… De tudo, como sempre, e talvez desde sempre, tenho dó da mãe do juiz.

Pietra

 

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