Quando nossos pés tornam-se asas

chrysler
Chrysler Building em 06 de janeiro de 2015

Poder viajar é uma coisa incrível e maravilhosa! Independentemente de onde se vá, afinal essa escolha per se fala muito sobre cada um, respirar novos ares revigora o corpo e a mente. Pode parecer cliché, mas se é, é verdade =)

Eu acredito que o melhor de poder viajar é poder observar a vida de outro lugar: como vivem, o que comem hihihihi. Tudo isso porque são seres humanos como nós, mas que estão inseridos em outra paisagem e com outros costumes. Quando em Roma… Andamos de metrô, compramos em mercados de esquina, conversamos sobre o tempo, fizemos nada no parque…

Tudo bem que Nova Iorque é uma cidade grande como São Paulo e que oferece locais turísticos e até famosos, dado o que lemos, vemos, ouvimos. Mas ali também temos pessoas. E elas seguem suas vidas, como nós.

Andamos em dois bairros bastante residenciais: Brooklyn Heights e East Village. Vimos pessoas levando seus cachorros para passear, andando de bicicleta

Dos pontos turísticos, bem… encantam… Adorei ver o Prometeus no Rockefeller Center; a estátua da Liberdade – lá longe, na baía; o Ground Zero e as novas torres que estão subindo. Também amei ver a Saint Paul Chapel e sua história de ser um dos poucos prédios da época da colonização ainda em uso… os cemitérios sem muros. Amei ver as luzes da Times Square e poder observar as vitrines da Tiffany’s. Lugar onde, aliás, eu me emocionei mt. Não pelas gemas, mas por ser cenário de um dos meus contos preferidos – Adoro Holly Golightly!!!

Delicioso ver a neve caindo sobre a cidade e pensar que as pessoas não param suas vidas por conta do frio. Que as crianças brincam e ainda se admiram com os flocos que caem.

A beleza dos parques e suas árvores nuas de inverno.

Nós, filhos do Brasil, podemos ficar impressionados com as facilidades que encontramos nos EUA. Estava com um sim card pós pago e usei 4G na maioria dos lugares, muito acesso à internet, informações, livros, livrarias, bibliotecas. Coisas mt curiosas em mercados – trouxe alguns temperos para experimentar. Por outro lado, fiquei pensando: o que é das pessoas que moram em países mais simples que os nossos? Por exemplo, lá haviam muitos iPhones 3 para vender. Pq? Porque, segundo me contou o dono da loja, indiano, em alguns países da África, é o que funciona, porque trabalha em tecnologia 2G.

O quanto essas pessoas não gostariam de viver onde vivemos, com as “facilidades” que temos?

É bom sair e é bom voltar. Observar as riquezas que temos aqui. A nossa cultura. Nenhuma é melhor ou pior… São diferentes – pausa para dizer que não estou falando de extremismos e aberrações afins…

Comemos coisas deliciosas… Saladas frescas, carnes bem temperadas, sobremesas interessantes. Pizza da esquina ou churrasco com molho barbecue.

Vimos plantas com as quais não estamos acostumados… carvalhos, azevinhos, bordos, sorveiras…

De tudo, como é gostoso colocar os pés para fora, olhar, reconhecer o que é nosso… como país, e principalmente: como seres humanos. Pessoas são pessoas em qualquer lugar. Queremos nos divertir, amar, estudar, aprender, observar, trabalhar…

Gostei. Mt!

Pietra, who was the queen of the hill for some time =)

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4 thoughts on “Quando nossos pés tornam-se asas

  1. Aqui o que fiquei pensando como observação crítica da nossa sociedade em detrimento ao que vi em suas fotos – especialmente as dos cemitérios sem muros – foi essa falta de civilidade que nos assola, essa necessidade de depredar o que só tem beleza… Isso me entristece quando vejo que outros lugares não são assim

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  2. A parte boa é poder ver tanta coisa bonita nas fotos que vocês tiraram! Me faz pensar em como tem essa parte boa no ser humano, que é a capacidade de criar beleza!

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  3. Antes de qualquer comentário, não posso dizer o que me veio logo de cara: bendito seja Hermes. O que abençoa os viajantes e nos dá asas nos pés.

    Agora, também me identifiquei com suas percepções porque as sinto quase que literalmente, não só quando viajo, como quando também ando na rua. No metrô, pela janela do carro e em feiras livres. Sempre vivo algum instante em que eu paro, olho ao redor e enxergo pessoas. E por trás delas, penso em que exato momento aquele instante está inserido em seus contextos de vidas, sabe? Tipo, de onde estão vindo, para onde vão, porque estão ali. E as reconheço, como infinitas posibilidades de Carolinas espalhadas no mundo. Que poderiam representar o que eu estaria fazendo e vivendo naquele instante e, por isso mesmo, o que posso aprender com elas para levar para a minha vida.

    Eu acho que esse exercício de enxergar é uma coisa muito peculiar aos apiaxonados pelo Saramago, como n[os, rsrsrsrs. Além do que, nada como colecionar impressões. E lugares. E sabores. Delicias de se viver.

    PS: E, cá pra nós, NYC é NYC, Fim! hahahahah

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